
Raniele foi um dos responsáveis por acabar com o jejum de vitórias na Neo Química Arena. O volante abriu o placar para o Corinthians diante do Independiente Santa Fe, da Colômbia, em triunfo por 2 a 0, pela Libertadores, e celebrou a sinergia com a Fiel.
“Sempre que eu joguei contra o Corinthians, os jogos aqui eram muito difíceis e temos tentado resgatar essa mística que existe aqui na Neo Química. A junção torcida e time, torcida e jogadores é algo muito importante, poder trazer a energia dos torcedores para dentro de campo, mas a gente sabe também que eles respondem ao que a gente faz dentro de campo. Quando a gente se entrega, corre, se doa no campo, eles correspondem e essa sinergia é importante. A gente fica feliz de quebrar essa sequência negativa. É importantíssimo sair na Libertadores com duas vitórias já logo nas duas primeiras partidas. A primeira partida sendo da maneira que foi, fora de casa, contra um adversário difícil. A gente fica muito feliz e espera manter a nossa sequência aqui, e que não se repitam mais derrotas aqui na nossa casa”, iniciou Raniele na zona mista.
Antes de superar os colombianos, a última vitória em casa havia sido em 12 de fevereiro. Na ocasião, o clube alvinegro bateu o Red Bull Bragantino por 2 a 0, em duelo válido pela terceira jornada do Campeonato Brasileiro. Depois, foram quatro tropeços consecutivos, registrando derrotas para Coritiba e Internacional, além de empates com Flamengo e Palmeiras.
Um dos trunfos foi a manutenção da equipe titular nos últimos três jogos, feito repetido por Fernando Diniz após quase cinco anos da última vez no Parque São Jorge. Raniele valorizou a possibilidade de seguir atuando com os mesmos jogadores em meio à maratona de jogos até a Copa do Mundo.
“Quando começou a sequência pós-parada, a gente sabia que ia ter, se não me engano, 18 ou 19 jogos seguidos, sem descanso. Seria uma maratona. Eu, como atleta, acho que é difícil jogar um jogo depois de dois dias ou três dias, um após o outro. Mas eu falei ali, se o jogo do Vitória fosse amanhã (quinta) e me perguntassem se eu queria jogar, é óbvio que eu quero jogar. Eu quero estar em campo e defender meu espaço. Lógico, tem momentos que realmente é melhor você dar um passo atrás, dar uma descansada ou ver o que você pode fazer para estar 100%”, disse o camisa 14.
Assim como em fevereiro, o mês de abril reserva nove compromissos oficiais, sem intervalos maiores que quatro dias entre as partidas. O calendário seguirá recheado até a pausa para a Copa do Mundo, no início de junho.
“Nós e o Diniz temos um departamento de fisiologia muito bom também, que acompanha muito, tem muitos dados sobre os nossos jogos. Tenho certeza de que ele vai tomar as melhores decisões, decisões em conjunto com nossa fisiologia. Mas falando por mim, eu quero jogar, estar em campo, independente do momento e da partida que sejam. Ainda mais nesse momento de um treinador novo chegando, acho a gente absorve mais e treina mais nas partidas do que no próprio treino, tem pouco intervalo entre os jogos. Quero estar em campo, aprender, evoluir, e isso é o mais importante”, complementou.
Ao ser titular mais uma vez, Raniele falou sobre a versatilidade colocada em prática contra os colombianos. O volante comparou a abordagem com o clássico sem gols diante do Palmeiras, no último domingo, e elogiou a comissão técnica, que assumiu o comando da equipe há pouco mais de uma semana.
“Varia muito de adversário para adversário, de jogo para jogo. (Contra o Santa Fe) era uma construção que eu poderia fazer mais de frente, algo que eu conseguia fazer mais de frente porque o adversário estava mais em bloco baixo. Eu conseguia pegar a bola mais de frente e achar meus companheiros. O jogo contra o Palmeiras era um jogo que eu conseguia jogar mais dentro do bloco. Ele pedia para eu jogar mais nas costas do Flaco e do outro atacante que estava pressionando. Varia muito de adversário para adversário. É importante a gente estar ciente que a nossa função vai mudar, dependendo dos adversários e dos oponentes, e ter esse entendimento, a noção do que a gente tem que fazer, a função de cada um. Isso vai ser importante, e a gente está ali para cumprir o que ele pedir, porque ele e a comissão estudam muito, são muito capacitados e a gente espera cumprir da melhor maneira para que dê certo”, finalizou Raniele.
O Corinthians lidera o Grupo E da Libertadores com seis pontos. A equipe alvinegra volta a campo no próximo sábado, 18, contra o Vitória, às 20h, no Barradão, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.











