
O Corinthians empatou a série diante do Pinheiros ao vencer o primeiro jogo em casa, por 98 a 84, na última quarta-feira. O técnico Jece Leite analisou a mudança de postura na segunda partida da eliminatória e o desempenho da equipe após começar em desvantagem na abertura da semifinal como visitante.
“É um dia de cada vez, um jogo de cada vez, um passo dado de cada vez e o passo foi bem dado. O Pinheiros fez o que fez no campeonato. Eles ficaram ali muito tempo na liderança, a gente teve os nossos méritos, se classificar como classificou, ter chegado com (a Copa) Super 8 que não chegava, e cresceram na hora certa. Então a diferença vai muito de a gente ter conseguido ser como a gente é. No primeiro jogo a gente não conseguiu, eles neutralizaram isso da gente. Hoje a gente conseguiu impor o nosso ritmo, eles buscaram o jogo, que é isso que eles vão fazer, eles não vão desistir nunca, não que a gente desiste, mas eles têm isso como característica principalmente pela juventude deles“, disse na zona mista do Wlamir Marques.
Depois da derrota no Henrique Villaboim, na segunda-feira, o comandante corinthiano havia expressado chateação com as disputas corinthianas ao longo do jogo, cuja falta de energia levou a um placar elástico do Pinheiros. Desta vez, Jece admitiu ter visto o Corinthians próximo do ideal nos duelos.
“Esse é o ideal nosso, que é o que a gente fez, principalmente nessa reta final do segundo turno que vai entrar no playoff, a gente entrou muito com essa energia. Então é essa energia que nós temos que buscar. A gente vai poder até errar ao resto, mas a gente vai poder até à disposição, vai lá pegar o rebote”, explicou.
Mesmo sem Davaunta Thomas, desfalque por um problema nas costas, o elenco alvinegro conseguiu abrir larga vantagem ainda no intervalo, com 18 pontos de diferença. No retorno da pausa, os visitantes chegaram a encurtar para 11, mas o funcionamento da rotação do Corinthians foi um dos diferenciais para evitar uma possível reação.
“Desde que o basquete é basquete, quando tem essa diferença num primeiro tempo, e você tem um time com uma característica deles, que é uma equipe jovem e muito ativa atleticamente, eles vão voltar no terceiro quarto com tudo ou nada. Eles não vão poder deixar ir embora o negócio. A gente tinha uma gordurinha, que não era só pra ficar administrando isso, também existia um cansaço nosso, a gente teve uma rotação ao menos sem o Thomas hoje. O Tico entrou muito bem, o Cauê Borges está bem, o Munford foi bem. Todos os nomes agregaram para que o jogo pudesse continuar no nosso controle. Ele não saiu do controle, mas era a chance de os caras darem essa tacada, e depois, talvez, também pesou para que a gente voltasse e continuasse tomando conta do jogo”, relembrou.
Assim como nas quartas de final, o Wlamir Marques recebeu uma atmosfera de jogo decisivo, com apoio da Fiel nas arquibancadas. Jece Leite elogiou o papel da torcida e se mostrou confiante para que o próximo duelo não seja último com mando do Corinthians neste NBB.
“Eles são o sexto ou 12º (jogador) lá no campo. São fundamentais para a gente, é surreal o que está acontecendo para a gente. Levou dois anos para a gente, para mim pelo menos, estar vivendo isso aqui realmente como é. Então isso aqui é fantástico. Você fez a mesma pergunta na outra série, que poderia ser o último jogo. Um dia de cada vez e, se Deus quiser, não vai ser o último jogo”, finalizou.
As equipes voltam a se enfrentar pelo terceiro jogo no próximo sábado, o último com mando alvinegro nesta fase. A bola sobe às 18h10, no Wlamir Marques. O quarto e possível quinto embate da série serão no ginásio do Pinheiros.










