Atual treinador do Sub-15 do Corinthians, Eduardo Vergueiro tem uma experiência curiosa no currículo: comandou o meia Lee Kang-in, um dos principais destaques da seleção da Coreia do Sul nesta edição da Copa do Mundo.
Lee Kang-in, hoje no Paris Saint-Germain, da França, foi treinado por Eduardo Vergueiro em 2011, no Goal Club Sports, da Coreia do Sul, quando tinha apenas dez anos. Os dois trabalharam juntos por cerca de oito meses, período em que o treinador já identificava a qualidade técnica e a inteligência do meia.
“Comecei a trabalhar com o Kang-in Lee no meu primeiro ano lá. Foi marcante por ser minha primeira experiência profissional como treinador e também a primeira fora do Brasil. Tive uma vivência de oito meses com ele, logo no meu primeiro ano (na Coreia do Sul). Ele era um atleta que já tinha destaque por sua qualidade técnica e inteligência de jogo. Ele era muito decisivo já naquela idade, muito criativo. No momento que a equipe precisava, ele sempre estava sendo protagonista. A vivência foi muito boa“, contou o treinador em entrevista à TMC.
“Ele já era um menino que já era muito bem visto e falado, só que ainda era muito novo, então tinha muita coisa que iria vivenciar. A gente imaginava que, se ele continuasse se desenvolvendo, poderia alcançar o alto nível […] Dentro do período que fiquei com ele, tentei passar o que julgava ser importante. Era importante ele ter autonomia para vivenciar da forma que ele acreditava o futebol”, comentou.

Desde que chegou ao Paris Saint-Germain, em julho de 2023, Lee Kang-in conquistou duas edições da Liga dos Campeões da UEFA com o clube francês
Divulgação /Lee Kang-in
Após iniciar sua formação em times de base da Coreia do Sul, Lee Kang-in seguiu para o Valencia, da Espanha. O grande salto na carreira, porém, aconteceu defendendo o Mallorca, entre 2021 e 2023, período que despertou o interesse do Paris Saint-Germain. Para contratá-lo, o clube francês desembolsou cerca de 22 milhões de euros.
“Ele já vinha sendo monitorado e, quando fomos para essa última competição, já sabíamos que seria a despedida dele. Ele já tinha data marcada para ir com a família para a Espanha. Jogou com muita vontade. Acredito que, no fundo, queria conquistar o título e deixar uma boa imagem, até como forma de retribuir aos atletas que conviveram com ele”, relembrou.
“O Kang-in foi fundamental na competição, em uma das primeiras conquistas que tive na carreira. Estávamos perdendo um jogo por 1 a 0, até ele chamar a responsabilidade. Fez o gol de empate e, depois, em uma bola parada, marcou o segundo. Era a última competição dele na Coreia do Sul. Nós nos sagramos campeões, ele foi eleito o melhor jogador e eu acabei sendo escolhido o melhor treinador”, complementou.
Anos depois, Gabriel Moscardo, outro jogador lapidado por Eduardo Vergueiro, “reaproximou” o treinador de Lee Kang-in. Quando companheiro do sul-coreano no PSG, o volante perguntou se ele se lembrava do antigo técnico e recebeu um “sim” como resposta. Depois, enviou uma foto ao comandante corinthiano.
“Quando o Moscardo foi para o Paris Saint-Germain, comentou de mim para o Kang-in. Aí, ele disse para tirarem uma foto e me mandarem. Talvez o fato de eu ser brasileiro tenha ajudado a lembrar de mim. Como ele provavelmente não teve muitos treinadores brasileiros, quando o Moscardo chegou, fez esse comentário. Eles tiraram a foto e me mandaram”, contou.
Arquivo Pessoal
Lee Kang-in estreou pela seleção principal da Coreia do Sul em 2019 e, desde então, soma 48 partidas, com 11 gols e 14 assistências. Além da atual edição da Copa do Mundo, o meia também representou o país no Mundial de 2022, disputado no Catar.










