O chocolate se tornou um dos maiores símbolos da Páscoa ao longo dos anos, especialmente por meio dos tradicionais ovos de chocolate. Neste domingo de celebração ao feito cristão, o Meu Timão separou para você alguns dos “chocolates” mais marcantes aplicados pelo Corinthians ao longo da história.
São diversas goleadas nos 115 anos desde a fundação do clube, em 1910, mas algumas ficaram eternizadas não apenas pelo placar elástico, como também pelo peso dos adversários e das competições em que aconteceram. Veja abaixo!
Show na Arena: Corinthians 6 x 1 São Paulo (Brasileirão 2015)
Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
Na Neo Química Arena, no dia 22 de novembro de 2015, o Timão viveu uma de suas tardes mais emblemáticas ao golear o São Paulo por 6 a 1. A partida ficou marcada pelo futebol envolvente da equipe alternativa montada por Tite, que dominou completamente o rival e transformou o clássico em uma atuação de gala.
Naquela ocasião, com o troféu já assegurado por antecedência, Tite optou por mandar a campo uma formação composta majoritariamente por jogadores considerados reservas. Em relação ao confronto anterior, apenas Cássio, Felipe e Ralf foram mantidos entre os titulares. O Timão iniciou a partida com Cássio; Fagner, Felipe, Edu Dracena e Uendel; Ralf, Bruno Henrique, Rodriguinho e Danilo; Lucca e Ángel Romero.
Logo no primeiro tempo, o Corinthians abriu 3 a 0, com gols de Bruno Henrique, Romero e Edu Dracena. Na etapa final, a humilhação são-paulina ganhou contornos ainda mais marcantes aos 15 minutos, quando o Timão envolveu o rival com uma longa troca de passes, colocando-o “na roda”. A jogada, que contou com participação de Romero e Bruno Henrique, terminou com um golaço de Lucca após um toque de letra de Danilo.
O São Paulo ainda sofreria mais um golpe três minutos depois, quando Hudson marcou contra ao tentar interceptar cruzamento de Romero. O rival descontou com Carlinhos aos 26 minutos, mas, pouco depois, Cristian fechou a goleada por 6 a 1 ao converter pênalti sofrido por Romero. Para completar a festa corinthiana, Cássio ainda defendeu uma cobrança de pênalti de Alan Kardec.
Massacre no Pacaembu: Corinthians 7 x 1 Santos (Brasileirão 2005)
Divulgação/Corinthians
Foi em uma tarde mágica de domingo, no dia 6 de novembro de 2005, no Pacaembu, que o Corinthians protagonizou uma das goleadas mais históricas de sua trajetória ao vencer o Santos por 7 a 1. Os gols do Timão foram marcados por Marcelo Mattos, Rosinei, Nilmar, duas vezes, e Carlos Tévez, que brilhou com um hat-trick.
O duelo era válido pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro, e o Corinthians buscava consolidar o tetracampeonato nacional. Sob o comando de Antônio Lopes, a equipe foi a campo com Fábio Costa; Eduardo Ratinho, Wendel, Marinho e Hugo; Marcelo Mattos, Bruno Octávio, Rosinei e Carlos Alberto; Tévez e Nilmar.
O início da partida já indicava o que viria pela frente. Antes mesmo do primeiro minuto, Rosinei aproveitou falha da defesa santista, tabelou com Tévez e abriu o placar aos 42 segundos. O Santos ainda reagiu rapidamente, empatando aos sete minutos com Geilson. No entanto, a resposta corinthiana foi imediata: Rosinei encontrou Tévez dentro da área, e o argentino finalizou com força para recolocar o Timão à frente. Ainda antes do intervalo, Tévez marcou novamente, aos 38 minutos, após cruzamento de Eduardo Ratinho.
Na volta do segundo tempo, o domínio alvinegro se transformou em goleada histórica. Logo aos sete minutos, Tévez completou seu hat-trick ao receber passe de Nilmar e finalizar com categoria. Pouco depois, foi a vez de Nilmar balançar as redes após rebote do goleiro Saulo em chute de Carlos Alberto. O atacante ainda marcou mais um, de cabeça, aos 31 minutos, após cruzamento de Jô. Para fechar o placar, aos 45 minutos, Marcelo Mattos cobrou falta rasteira no canto, viu a bola bater na trave e entrar.
Sem dó: Corinthians 11 x 0 Santos (1920)
Divulgação/Corinthians
Há mais de 105 anos, no dia 11 de julho de 1920, o Corinthians protagonizou a maior goleada da história do Clássico Alvinegro. Na Vila Belmiro, o Timão venceu o Santos por 11 a 0, em uma partida que acabou não sendo concluída após uma atitude antidesportiva que marcou o confronto.
O Corinthians foi a campo com Colombo; Nando e Gano; Garcia, Amílcar e Ciasca; Américo, Neco, Bororó, Gambarotta e Basílio. Liderado pelo ídolo Amílcar Barbuy, o time alvinegro não tomou conhecimento do adversário e construiu uma vantagem de 5 a 0 ainda no primeiro tempo, com gols de Gambarotta (duas vezes), Basílio, Bororó e Neco.
Na segunda etapa, o domínio corinthiano seguiu absoluto. Amílcar marcou aos dez minutos, seguido por mais gols de Neco, aos 12, e Gambarotta, que balançou as redes novamente aos 14 e 16 minutos. Neco ainda anotaria mais um, chegando ao décimo gol do Timão na partida e consolidando uma atuação avassaladora diante do rival.
No entanto, o confronto não chegou ao fim de forma convencional. Após mais um gol corinthiano, o jogador Ary Patusca, do Santos, marcou contra de maneira considerada antidesportiva e acabou expulso. Como a equipe santista já havia tido outros quatro atletas expulsos, o árbitro foi obrigado a encerrar a partida por falta de jogadores em campo.
Atropelo na Libertadores: Corinthians 8 x 2 Cerro Porteño (Libertadores 1999)
Reprodução/Transmissão
A noite de 10 de março de 1999 é inesquecível para a Fiel e uma das mais marcantes da história do Corinthians na Libertadores da América. Na ocasião, o Timão enfrentou o Cerro Porteño, do Paraguai, pela primeira vez e, no Pacaembu, protagonizou uma goleada histórica por 8 a 2.
Mesmo em um elenco recheado de craques como Carlos Gamarra, Vampeta, Freddy Rincón, Ricardinho e Edílson, a grande estrela daquela noite foi um Filho do Terrão: Fernando Baiano. Recém-promovido após se destacar na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 1999, o jovem atacante ganhou oportunidade como titular e teve uma atuação simplesmente memorável.
Comandado por Evaristo de Macedo, o Corinthians iniciou a partida com Nei, Índio, Cris, Gamarra e Sylvinho; Vampeta, Rincón e Ricardinho; Dinei, Edílson e Fernando Baiano.
O placar foi inaugurado logo aos cinco minutos, com gol de Edílson, mas o grande espetáculo viria na sequência com Fernando Baiano. O atacante marcou três vezes em apenas sete minutos, balançando as redes aos nove, 14 e 16. Antes do intervalo, ele ainda faria mais um, chegando ao quarto gol na partida. Índio também deixou o seu, enquanto Mauro Caballero descontou para o Cerro Porteño, levando o jogo para o intervalo em 6 a 1.
Na segunda etapa, com a vitória praticamente assegurada, o Corinthians diminuiu o ritmo, mas seguiu superior. Sylvinho marcou o sétimo gol alvinegro, enquanto Toledo fez o segundo do time paraguaio. Já nos minutos finais, Fernando Baiano voltou a balançar as redes pela quinta vez na partida, fechando o placar em 8 a 2.
Placar surreal: Corinthians 22 x 0 Centro Olímpico (Paulistão Feminino 2017)
Divulgação
Pelo futebol feminino, são diversas goleadas protagonizadas pelas Brabas desde 2016, quando a modalidade foi reativada no Corinthians. A maior vitória da história da equipe aconteceu em 2017, quando o time aplicou impressionantes 22 a 0 sobre o Centro Olímpico, em duelo válido pelo Campeonato Paulista.
Naquele período, o Corinthians ainda mantinha parceria com o Audax e construiu o resultado histórico também em meio a uma situação atípica. As jogadoras do Centro Olímpico entraram em campo com apenas nove atletas, sendo que a goleira improvisada era uma atleta de linha.
Para alcançar a goleada histórica, nada menos que 12 jogadoras diferentes do Corinthians balançaram as redes. O grande destaque foi Grazi, que marcou sete vezes. Byanca Brasil anotou três gols, enquanto Jucinara e Alanna fizeram dois cada. Também deixaram suas marcas Carina, Yasmim, Renata, Geyse, Ana Vitória, Gabi Nunes, Maglia e Amanda.
Na ocasião, a equipe comandada por Arthur Elias foi a campo com Paty; Paulinha, Koke, Jucinara e Yasmim; Ana Vitória, May, Grazi, Cacau, Geyse e Alanna.
Dérbi inesquecível: Corinthians 8 x 0 Palmeiras (Paulistão Feminino 2023)
Rebeca Reis/Ag.Paulistão/Centauro
Em uma manhã de domingo na Neo Química Arena, nem parecia que estava em jogo uma semifinal do Campeonato Paulista. Isso porque o Corinthians simplesmente atropelou o Palmeiras com uma goleada por 8 a 0.
Para o confronto, Rodrigo Iglesias promoveu apenas uma mudança em relação ao time que havia atuado em Jundiaí, na ida: a entrada de Gabi Portilho no lugar de Fernanda. Assim, o Corinthians iniciou com Lelê; Katiuscia, Tarciane, Mariza e Tamires; Luana Bertolucci, Duda Sampaio e Gabi Zanotti; Vic Albuquerque, Gabi Portilho e Millene.
Na primeira etapa, o Corinthians mostrou por que tinha 100% de aproveitamento na Arena. Logo no início, Duda Sampaio arriscou após jogada com Portilho e, no rebote da goleira Amanda, abriu o placar. Aos 16 minutos, após bela troca de passes, Luana Bertolucci acertou um chute preciso de fora da área para ampliar. O domínio seguiu absoluto, e aos 43, Duda encontrou um passe de cavadinha para Gabi Portilho, que finalizou com categoria para fazer o terceiro.
Na segunda etapa, o “chocolate” ganhou forma rapidamente. Logo aos quatro minutos, após jogada ensaiada em escanteio curto, Tamires cruzou e Vic Albuquerque subiu mais alto que a defesa para marcar de cabeça. Na sequência, Portilho roubou a bola e serviu Millene, que fez o quinto. O ritmo não diminuiu: em mais uma bola parada, Vic cruzou e Mariza apareceu bem para cabecear e ampliar.
Mesmo com mudanças pensando na final, o Corinthians seguiu avassalador. Jheniffer entrou e marcou logo em seus primeiros toques, aproveitando falha da defesa adversária. Já na reta final, em contra-ataque fulminante, Jheniffer serviu Miriã, que ficou cara a cara com a goleira e fechou o placar em 8 a 0.











