
O processo de impeachment contra o Presidente da Diretoria do Corinthians, Osmar Stabile, avançou dentro dos órgãos internos do Parque São Jorge, conforme noticiado pelo Meu Timão na última segunda-feira. O presidente em exercício do Conselho Deliberativo, Leonardo Pantaleão, explicou como o processo irá correr dentro da Comissão de Ética (CE) do clube.
“O que houve, na verdade, foi uma análise de admissibilidade pela Comissão de Ética. A CE analisou e entendeu que existem elementos que permitem o prosseguimento daquela solicitação que foi feita por alguns conselheiros e associados, e foi então comunicado ao presidente Osmar hoje do prazo de 10 dias, com base no estatuto, que ele tem para apresentar a defesa. A partir daí, volta para a Comissão de Ética com a defesa dele para que ela possa elaborar um parecer e depois trazê-lo para o Conselho Deliberativo”, explicou Pantaleão à imprensa logo após a votação para a expulsão de Augusto Melo do Corinthians, realizada no Parque São Jorge, na última segunda-feira.
A solicitação, protocolada em abril deste ano por um grupo de associados e conselheiros, aponta supostas irregularidades na gestão de Stabile com base no Estatuto do clube e na Lei Geral do Esporte. Dentre os pontos abordados, destacam-se a falta de transparência do dirigente e o uso do Parque São Jorge como garantia da negociação da dívida de R$ 1,2 bilhão com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
Conforme previsto pelo Estatuto do clube, após a defesa de Stabile, a Comissão de Ética irá apresentar um parecer ao Conselho Deliberativo, que, se aprovado, será encaminhado à Assembleia Geral dos associados, onde será tomada uma decisão final. Vale lembrar que o mandato do presidente se encerra em dezembro de 2026.
Bastidores movimentados
O pedido de impeachment a Stabile se insere no cenário político turbulento que vive o Parque São Jorge. Na última segunda-feira, Augusto Melo foi expulso do quadro associativo do Corinthians em votação do CD. O ex-presidente foi condenado por infração estatutária gravíssima pelos episódios do dia 31 de maio de 2025, quando um grupo de conselheiros invadiu a sede social do clube e tentou anular a votação que decidiria pelo impeachment de Melo.
O mesmo já havia ocorrido com Andrés Sanchez no último dia 25 de maio. O também ex-presidente foi expulso em votação do CD por uso irregular do cartão corporativo do Corinthians entre 2018 e 2021, período em que ocupou o cargo pela segunda vez. Os gastos teriam somado cerca de R$ 480 mil.
Por fim, o presidente do Corinthians entre 2021 e 2023, Duílio Monteiro Alves, renunciou ao título de sócio remido do clube na última quinta-feira, 28 de maio, abrindo mão de seu posto como conselheiro vitalício e de sua cadeira no Conselho de Orientação (Cori). Duílio também é investigado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por uso irregular do cartão corporativo.









