Antes de mais nada, esse texto não é para defender o que o Memphis fez. Um pênalti vexatório e inconsequente, que, certamente, mudará a forma como a torcida o enxerga dentro do time. Merece todas as críticas neste momento.
A “lua de mel” com a torcida acabou. Agora é jogar bola para, pelo menos tentar, recuperar a moral.
Dito isso, o roteiro cruel — o pior possível — da eliminação do Corinthians na Libertadores, ao colocar apenas um como vilão, acabou aliviando a culpa de outros que também têm responsabilidade. E, certamente, muito mais do que Depay.
Começando, obviamente, por Osmar Stabile e pela diretoria . Mesmo assumindo a presidência após um impeachment, e com um discurso supostamente sincero e sensato, de que todos precisavam se unir para salvar o clube, conseguiu ser tão vexatório quanto o seu antecessor.
O ano de 2026 do Corinthians é uma vergonha administrativa. Uma série de contradições nos discursos que eles mesmos pregavam. A incapacidade demonstrada repetidamente pelo presidente de gerir um clube desse tamanho. Mais uma vez o torcedor foi feito de palhaço por dirigentes que receberam um voto de confiança de nós.
O elenco masculino não recebe em dia; o elenco feminino não recebe em dia; o elenco do basquete não recebe em dia; três transfer bans ativos e ninguém soluciona nada… Tudo é uma bagunça.
E também, claro, o técnico Fernando Diniz. Um técnico que ganhou tudo, que ganhou e conseguiu notoriedade por ser corajoso e ousado, aqui segue apresentando um futebol covarde. O Corinthians foi um nada durante os 90 minutos na Neo Química Arena. Um time que quer se classificar para uma semifinal de Libertadores, não pode dar apenas um chute no gol contra o Estudiantes em casa.
Seja sincero: independente do pênalti perdido, a gente merecia ter se classificado para a semifinal?
Agora todo mundo está de cabeça quente, mas isso não abre brecha para oportunismo. “Corinthianos” com o discurso patético de “eu avisei” não merecem atenção. No pior momento da torcida, querem sair por cima como se isso fosse mudar algo. São anti-corinthianos disfarçados de torcedor. Tenho a sensação de que, no momento do apito final da partida, havia mais sorrisos do que lágrimas no Parque São Jorge.
Não importa se você era contra ou a favor da permanência do Memphis, todos nós estamos no mesmo barco.
Apesar do sonho arruinado ainda em setembro, o ano do Corinthians definitivamente não acabou. Domingo temos um jogo extremamente importante contra o Fluminense, pela disputa de posição que más gestões nos colocaram: brigar contra o rebaixamento no Brasileirão.
Parabéns a todos os envolvidos. Nos presentearam com um dos maiores traumas esportivos da nossa geração – se não o maior.














