
Neste sábado, o Corinthians empatou com o Vitória, por 0 a 0, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Este foi o primeiro jogo, sob o comando de Fernando Diniz, em que a equipe alvinegra não finalizou ao gol adversário.
Quando questionado sobre a partida, o comandante ressaltou a dificuldade de atuar no Barradão e exaltou o momento que a equipe baiana vive, especialmente dentro de casa.
“É difícil jogar aqui, pela sequência de jogos que a gente tem tido. Eu optei por mexer menos no time, para deixar um pouco mais de conjunto. Mas o Vitória, neste momento da competição, é um dos melhores mandantes. Eles tinham cinco jogos em casa e quatro vitórias. É um jogo diferente aqui, o gramado é alto, é cego, e não favorece muito o jogo de construção mais rápido. Eu acho que, no primeiro tempo, a gente foi muito pouco agressivo. Conseguiu se defender bem, mas teve muito pouca circulação. No segundo tempo, com as trocas, o time foi melhorando. Pegou um pouco mais de vitalidade, um pouco mais de jogador com drible também. A gente poderia ter feito um gol, mas acho que o resultado da partida reflete o que aconteceu no jogo“, revelou Diniz.
Ainda falando sobre as condições da partida, o treinador reforçou a condição do gramado do Barradão, que tem outras propriedades em relação ao da Neo Química Arena.
“Eu acho que o gramado é o oposto do que o Corinthians é acostumado a jogar lá na Neo Química Arena. É um campo duro, alto e seco, e não favorece muito o estilo de jogo que a gente gosta de jogar“, expôs.
Fernando Diniz reconheceu que essa foi a pior partida do Timão desde que assumiu o comando. Ele destacou que alguns elementos, como a sequência de jogos e a condição do gramado, contribuíram para tal ponto.
“Tecnicamente, sem dúvida nenhuma, foi a pior partida desde que eu assumi o time. Mas tinha uma certa previsibilidade pelo número de jogos sequenciais, pelo tipo de gramado que é aqui e pelo momento que o Vitória vive, principalmente jogando em casa. A gente, no segundo tempo, começou a ter um pouco de um jogo mais parecido com aquilo que eu gostaria que o time fizesse o tempo todo. Os últimos 20 minutos do jogo, os últimos 25, com as trocas mesmo. Mas é um jogo que, tecnicamente, a gente foi abaixo e, ao mesmo tempo, defensivamente foi muito bem, que é uma coisa que a gente tem que melhorar. A gente vai pegar outros campos parecidos durante o campeonato, na Libertadores também, e a gente tem que produzir mais”, contou.
Diniz aproveitou para elogiar a partida do Vitória e explicar os ajustes que fez no Corinthians ao longo da partida. De acordo com ele, a postura da equipe baiana impossibilitou o Timão de encontrar espaços para aumentar a pressão.
“Acho que tem mérito do Vitória, tem uma proposta da gente de saber aguardar, era para a gente ter pressionado mais o Vitória no primeiro tempo. Tem dez dias que eu cheguei no clube. Eles começam a mexer os gatilhos de pressão, já não ficam tão sincronizados. No segundo tempo, a gente ajustou um pouco isso, começou a pressionar mais rápido e começou a ter mais a bola. Mas pressionar de qualquer jeito, você acaba ficando exposto. Então o time soube ler que não estava achando os momentos certos para pressionar e fez uma marcação um pouco mais conservadora. Isso contribuiu para a aposta do Vitória, um pouco também por conta da própria qualidade do Vitória”, completou.
Por fim, o comandante discursou sobre a situação do Corinthians na tabela do Brasileirão. Com o empate, atrelado ao triunfo do Cruzeiro, o clube do Parque São Jorge terminou a rodada na 17ª posição, a primeira dentro da zona de rebaixamento.
“Isso é uma preocupação que eu tenho, que todo mundo tem que ter, de tirar o Corinthians rápido, não só da zona de rebaixamento, mas andar para cima na tabela. A gente teve um jogo atípico contra o Palmeiras, com maior parte do jogo com um jogador a menos e uma boa parte com dois a menos, então foi um resultado que, pela circunstância do jogo, foi ‘ok’ em casa”, finalizou.
Agora, o Timão volta suas atenções para a estreia na Copa do Brasil, nesta terça-feira. O Corinthians visita o Barra, de Santa Catarina, na Ressacada, às 21h30, pelo jogo de ida da quinta fase do torneio.











