O lateral-esquerdo Douglas Santos, integrante da seleção brasileira convocada para a Copa do Mundo, traz consigo a valiosa experiência de ter sido medalhista de ouro na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. Ao lado de Marquinhos e Neymar, ele vivenciou uma conquista inédita para o país, e essa bagagem agora o impulsiona na jornada em busca do hexacampeonato mundial.
A Influência da Conquista Olímpica
A pressão e a responsabilidade de grandes torneios são sentimentos familiares para Douglas Santos. Ele compara a busca pelo ouro olímpico, jogando em casa, com o atual desafio na Copa do Mundo. “Sentimos o peso, ainda mais jogando no Brasil. Sabíamos da responsabilidade e da vontade de todo brasileiro que era conquistar a Olimpíada. Não é diferente hoje. Estamos focados”, declarou o defensor do Zenit, da Rússia. Ele enfatizou que a Copa do Mundo representa um 'feito inesquecível para todos', utilizando a experiência de 2016 como base para o desempenho atual.
A trajetória de Douglas até a equipe principal foi de longa espera. Sua estreia pela seleção foi em 2016, no ano olímpico, em um amistoso contra o Panamá. Embora já tivesse sido convocado em 2013 e 2015, não havia entrado em campo. Após nove anos, a oportunidade de ser determinante na seleção, sob a tutela do técnico Carlo Ancelotti, reforça sua persistência e dedicação.
Desempenho Consistente e Entrosamento em Campo
Douglas Santos tem se destacado na disputa pela vaga de titular, superando a concorrência do experiente Alex Sandro, em seu terceiro Mundial. O lateral, de 32 anos, tem recebido elogios por suas atuações regulares e eficazes, o famoso 'feijão com arroz'. Sua parceria com o atacante Vinícius Júnior, que atua no mesmo lado esquerdo, é um ponto chave no esquema tático da equipe.
O camisa 16 detalhou sua função tática ao lado de Vini Jr.: “Eu preciso ter uma boa leitura quando o Vini pega a bola, saber o momento certo de fazer a ultrapassagem e estar vigilante para, se o Vini perder a bola, poder recuperar e a equipe adversária não ter uma transferência ofensiva rápida. Tenho falado muito com o mister [Ancelotti] para estar atento a essas situações.”
Sua filosofia de trabalho reflete a importância de fazer o básico com excelência. “Acho que esse feijão com arroz bem temperado que todo mundo está falando é fazer o simples com excelência. Eu me preparei muito para chegar à seleção brasileira depois de nove anos. Não queria perder essa oportunidade e estou fazendo tudo que o mister vem pedindo. Vou continuar dando meu melhor para que esse feijão com arroz bem temperado possa continuar alegrando todo torcedor brasileiro”, completou Douglas Santos.
Reação e Motivação Diante de Desafios
Neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), o Brasil enfrenta a Noruega em Nova Jersey, buscando uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo. Declarações recentes do técnico norueguês, Stale Solbakken, que, após a vitória sobre a Costa do Marfim, provocou Ancelotti dizendo que 'eles estavam chegando', foram encaradas como motivação. Douglas Santos confirmou que o discurso inflamou o elenco, assim como uma declaração do atacante japonês Kento Shiogai havia motivado o time antes da vitória brasileira sobre o Japão.
O lateral concluiu sobre a resiliência da equipe: “Vocês [jornalistas] viram a vontade e a garra que estávamos, mesmo depois de tomarmos o gol. Continuamos focados, jogando com paciência. Graças a Deus, respondemos jogando futebol.”













