Durante a tarde desta quarta-feira (21), o Corinthians, através de nota oficial se posicionou sobre o seu Regime Centralizado de Execuções (RCE). Este instrumento é uma ferramenta jurídica ligada à Lei da SAF e consiste na unificação das dívidas em um único juízo. A homologação deste acordo foi realizada pela Justiça em janeiro de 2026.
Recentemente, o clube atrasou o pagamento de uma nova parcela da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão da Confederação Brasileira de Futebol, o que aumentou os questionamentos sobre os planos de pagamento de dívidas. O Cuiabá, principal credor do Alvinegro no acordo, pediu à CBF um transfer ban de dois anos ao clube do Parque São Jorge, além da anulação do certificado de instituição formadora.

Em nota, o Corinthians ressalta que a RCE é uma alternativa fundamental ao processo de reestruturação financeira do Alvinegro, que atualmente possui uma dívida de aproximadamente r$ 3 bilhões, e para a elaboração sustentável em relação às suas obrigações com demais clubes/instituições.
O clube ainda afirma que acompanha permanentemente a execução do plano e pondera que está tratando de forma responsável todos os aspectos relacionados aos pagamentos, compromissos financeiros e operações realizadas e receitas vinculadas ou comprometidas. No posicionamento, o Corinthians também comenta que mantém conversas com os agentes envolvidos e seguirá buscando medidas para preservar o RCE e sua finalidade.
Por fim, o Timão também reconhece os desafios financeiros enfrentados e diz que “segue trabalhando em diferentes frentes para reorganizar seu fluxo de caixa, reduzir seu endividamento e criar condições para o cumprimento sustentável de seus compromissos.”
No RCE, o Corinthians englobou cerca de R$ 450 milhões em dívidas com empresários, fornecedores e atletas (sem a inclusão de débitos tributários). Além disso, desse montante, 60% serão quitados ao longo dos próximos seis anos, através de pagamentos mensais. O restante, por sua vez, serão quitados nos quatro anos subsequentes, conforme os termos estabelecidos judicialmente.
Confira a nota oficial na íntegra abaixo:
O Sport Club Corinthians Paulista reforça que o Regime Centralizado de Execuções (RCE) é um instrumento de grande importância para o processo de reorganização financeira do Clube e para a construção de uma solução sustentável em relação às suas obrigações.
O Corinthians acompanha permanentemente a execução do plano e está tratando, de forma técnica e responsável, todos os pontos relacionados aos pagamentos, compromissos financeiros, operações realizadas e receitas vinculadas ou comprometidas.
Os esclarecimentos específicos a respeito dos questionamentos apresentados, incluindo valores, critérios adotados, fluxo de pagamentos, contratos, cessões de recebíveis e demais aspectos mencionados, serão prestados formalmente nos autos, com a documentação e o detalhamento necessários, assim como serão apresentados ao Administrador Judicial nos canais adequados.
O Clube ressalta que mantém diálogo com os agentes envolvidos e adotará as medidas necessárias para preservar o RCE e sua finalidade, sempre buscando compatibilizar o cumprimento de suas obrigações com a manutenção das atividades e a recuperação do equilíbrio econômico-financeiro da instituição.
Por fim, o Corinthians reconhece os desafios do atual cenário financeiro e segue trabalhando em diferentes frentes para reorganizar seu fluxo de caixa, reduzir seu endividamento e criar condições para o cumprimento sustentável de seus compromissos. O Clube entende, também, que questões dessa complexidade devem ser tratadas com responsabilidade e, por essa razão, evitará antecipar publicamente informações.
Fonte: Central do Timão













