
No último domingo, o Corinthians foi derrotado pelo Flamengo, por 2 a 1, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Autor do único gol alvinegro na partida, o atacante Gui Negão comentou sobre a pressão externa e a cobrança constante da torcida por ocupar a vaga de Yuri Alberto, titular entregue ao departamento médico.
“Não acompanho muito as críticas. Muita coisa que o povo fala por aí não é verdade, inclusive sobre a minha pessoa. Eu sigo trabalhando: sou um menino trabalhador, abençoado, e hoje pude ser coroado com mais um gol. Mas é isso aí: o negócio é continuar trabalhando e não ficar me ligando no que o povo fala”, iniciou em zona mista.
Em meio à falta de sequência e dificuldades físicas, o atleta admitiu que chegou a cogitar uma saída do Parque São Jorge. Em junho, o clube recusou uma oferta do Erzurumspor FK, da Turquia, que procurou a diretoria alvinegra com uma proposta de empréstimo com obrigação de compra pelo jovem centroavante. Ele revelou que o desejo de mudar de ares deu lugar à volta por cima após uma conversa decisiva com a comissão técnica.
“Naquele momento, parecia importante buscar um novo ar. Sentia que não teria muito espaço aqui, mas, graças a Deus, a negociação não deu certo. Hoje estou tendo espaço, ganhando minutagem e, logo depois que a janela fechou, o professor deixou claro que eu iria jogar. Ele depositou muita confiança em mim. Esse fator de ter a confiança do treinador é fundamental para o jogador, e é por isso que o resultado veio com o gol de hoje“, explicou.
A retomada de um bom nível técnico exige disciplina nos treinos e blindagem emocional nos dias em que o desempenho não aparece. Para superar a fase ruim e lidar com a dor de não ver os resultados imediatos, o garoto apostou no suporte diário dentro e fora do Parque São Jorge para reencontrar o caminho dos gols.
“Logicamente a gente sofre. Às vezes fazemos a coisa certa, mas parece que nada dá certo. Nesses momentos, a base familiar me ajudou muito, assim como o pessoal do clube, os jogadores e a comissão técnica. Se eu citar um nome aqui, vou ser injusto com os outros, mas todos me ajudaram a voltar na minha melhor forma hoje. Sei que não fiz uma partida impecável tecnicamente, mas pude ajudar em outros aspectos do jogo e acabei presenteado com o gol“, destacou.
Esse processo de reconstrução passou diretamente pelo respaldo de Fernando Diniz, que manteve o diálogo aberto com o jovem atleta após o seu retorno de lesão. O treinador foi peça central para recuperar o ritmo do atacante, que sofreu uma lesão de grau 2 no músculo posterior da coxa direita em março, garantindo que o empenho nos treinos seria recompensado no momento certo.
“Ele sempre me deixou muito tranquilo e motivado, pedindo para eu continuar trabalhando do jeito que vinha fazendo. Claro que tive aquela lesão e, no retorno, não voltei tão bem. Mas sinto que, dos últimos dois meses para cá, evoluí bastante. O professor deposita total confiança em mim, e eu sabia que uma hora a oportunidade iria chegar. Por isso vinha me preparando para que, se Deus quisesse, tudo desse certo”, finalizou.
O Corinthians já volta suas atenções para o próximo desafio da temporada. Na quarta-feira, às 21h30, o Timão recebe o Estudiantes, na Neo Química Arena, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa Libertadores.










