O Cuiabá demonstrou uma performance exemplar em sua vitória por 3 a 0 sobre o Náutico na 29ª rodada do Brasileirão Série B. A equipe se destacou pela organização tática e pela capacidade de acelerar o jogo após a recuperação da posse, resultando em 28 finalizações e uma produção ofensiva consistente durante toda a partida.
Dinâmica da Partida e Eficiência Ofensiva
Mesmo com o Náutico desfrutando de maior posse de bola, especialmente na segunda etapa, a equipe pernambucana enfrentou dificuldades em converter esse volume em chances claras. Em contraste, o Cuiabá conseguiu criar perigo com frequência. No primeiro tempo, o Dourado finalizou 17 vezes contra apenas três do adversário. Após o intervalo, o cenário de posse mudou, com o Náutico finalizando nove vezes contra 11 do Cuiabá, mas a diferença fundamental residiu na qualidade dos ataques. Enquanto o Náutico buscava o jogo, o Cuiabá encontrava espaços para acelerações efetivas.
A Estratégia de Flancos e o Papel Tático de Fábio Gomes
A equipe mato-grossense soube neutralizar a pressão do Náutico e o adiantamento de suas linhas, respondendo com um bloco alto e acelerando as jogadas, prioritariamente pelas laterais. Em outros momentos, o Cuiabá atraía a marcação para o centro, forçando o adversário a avançar e, assim, abrindo espaços cruciais pelos flancos para seus ataques.
Fábio Gomes: O Centroavante Estratégico
O centroavante Fábio Gomes teve um papel crucial, atuando quase como um segundo meia ao lado de David Miguel. Sua movimentação para participar da construção de jogadas criava superioridade numérica no meio e atraía marcadores, liberando Jean Dias e Kauan Cristtyan para a primeira linha de pressão. O primeiro gol, uma sequência de 23 toques e 10 passes finalizada por Lorenzo, ilustra perfeitamente essa dinâmica, com Fábio Gomes recuando e Lorenzo atacando o espaço deixado. Fábio Gomes também participou diretamente dos dois primeiros gols, com destaque para um passe de calcanhar para Kauan Cristtyan.
A equipe também demonstrou forte presença na área adversária, com até quatro atletas posicionados para aproveitar cruzamentos e jogadas construídas pelos lados, o que potencializava a finalização das jogadas.
Resiliência Defensiva e Vantagem Física
O Náutico conseguiu criar algumas situações de perigo, especialmente em bolas aéreas e cobranças de falta, mas o Cuiabá apresentou uma resposta imediata. As movimentações de Lorenzo e Igor Inocêncio pelos lados dificultaram o encaixe defensivo do Náutico, que já mostrava problemas no setor, culminando no terceiro gol da partida.
Recuperação de Bola e Domínio Físico
O Cuiabá também se destacou na recuperação de bola e nas disputas individuais, atingindo a marca de 274 interceptações na competição, a segunda melhor da Série B, com João Basso liderando individualmente. A recuperação rápida da posse foi vital para acelerar os ataques antes que a defesa adversária pudesse se reorganizar. Jogadores como João Basso, Vitor Mendes e Calebe foram fundamentais nesse processo, permitindo que a equipe mantivesse as linhas adiantadas e o Náutico longe de sua área. Fisicamente, o Cuiabá sustentou o ritmo, competiu eficazmente e manteve a pressão, evidenciando que a maior posse de bola do Náutico não se traduziu em domínio de jogo.
Fonte: https://ge.globo.com













