O Santos anunciou o adiamento da Assembleia Geral que decidiria sobre a reforma do Estatuto Social, inicialmente marcada para este domingo (8). A decisão foi tomada pela Mesa do Conselho Deliberativo, em acordo com a atual gestão e os pré-candidatos à presidência. Uma nova data será definida após as eleições presidenciais, previstas para meados de dezembro.
Segundo o clube, a principal preocupação envolve os prazos para inscrição das chapas. Caso o novo Estatuto fosse aprovado, os candidatos teriam até 12 de novembro para registrar suas candidaturas e apresentar a documentação necessária.
Com o adiamento, permanece o prazo de 22 de novembro, evitando mudanças nas regras durante o processo eleitoral.
Reforma pode abrir caminho para SAF
Uma das principais mudanças previstas na reforma estatutária é a ampliação de 49% para 80% do limite de participação que poderia ser vendido a investidores em uma eventual Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A alteração permitiria que um investidor assumisse o controle majoritário do futebol santista.
A proposta tem relação direta com as negociações conduzidas pela gestão de Marcelo Teixeira com a norte-americana SDC Sports. As tratativas envolvem uma operação estimada em R$ 2 bilhões, sendo metade destinada ao pagamento das dívidas do clube e a outra metade a investimentos. A empresa, porém, condiciona a apresentação de uma oferta definitiva à aprovação da mudança estatutária.
Com o objetivo de evitar mudanças repentinas no prazo de inscrição para as eleições de dezembro, a Mesa do Conselho Deliberativo do Santos Futebol Clube, dentro de um espírito de transparência e em concordância com a atual gestão e os pré-candidatos à Presidência do Clube, decidiram adiar a Assembleia Geral para votação do Novo Estatuto, inicialmente marcada para este domingo, dia 8.
Após entendimento entre todas as partes, concluiu-se que, caso o novo texto fosse aprovado, não haveria tempo hábil para que os pré-candidatos registrassem suas chapas e apresentassem toda a documentação necessária dentro do prazo estabelecido.
A redação do Novo Estatuto prevê que o tempo limite de inscrição das chapas seria até o dia 12 de novembro. Diante desse cenário, a Mesa decidiu manter o prazo até o dia 22 de novembro, de forma a garantir condições iguais a todos os candidatos e evitar qualquer prejuízo às suas legítimas pretensões eleitorais.
Após a eleição, uma nova data para a realização da Assembleia Geral será definida e comunicada oportunamente.
— Santos FC (@SantosFC) November 4, 2026
Mesmo que a reforma fosse aprovada, a transformação do Santos em SAF não seria automática. O clube ressaltou que o processo exige regras rígidas, incluindo um prazo mínimo de 30 dias para análise do Conselho Deliberativo e outros 60 dias para apreciação da Assembleia Geral. Dessa forma, uma eventual venda não poderia ser concluída ainda em 2026, ficando para a próxima gestão.
Além da questão envolvendo a SAF, o novo Estatuto prevê a extinção do Comitê de Gestão, com o retorno da administração por presidente, vice-presidente e diretorias executivas. Outra alteração permitiria a remuneração dos dirigentes, mediante dedicação exclusiva ao clube. O salário do presidente poderia chegar a aproximadamente R$ 37 mil mensais, enquanto o vice teria direito a até metade desse valor.
Todas as propostas foram analisadas individualmente pelo Conselho Deliberativo, mas os associados teriam apenas a opção de aprovar ou rejeitar o texto integralmente na Assembleia Geral.
Torcida Jovem, oposição e Conselho questionaram votação
Antes do adiamento, a Torcida Jovem divulgou uma nota contrária à aprovação da reforma nas condições propostas.
A organizada criticou a impossibilidade de os associados votarem separadamente cada alteração. Na Assembleia, o eleitor teria apenas duas opções: aprovar ou rejeitar integralmente o novo Estatuto.
A entidade também considerou inadequado realizar uma mudança dessa dimensão durante o processo eleitoral e defendeu eleições diretas para o Conselho Deliberativo.
A reforma já havia provocado divergências internas. Um grupo de conselheiros questionou os procedimentos adotados na consolidação do texto, enquanto quatro pré-candidatos (Ivan Luduvice, José Renato Quaresma, Maurício Maruca e Wladimir Mattos) recomendaram sua rejeição caso a Assembleia fosse realizada.
Luduvice chegou a solicitar judicialmente a suspensão da votação, alegando irregularidades no processo. A Justiça rejeitou o pedido de urgência por considerar insuficientes os elementos apresentados naquele momento, conforme publicado inicalmente pela ESPN.
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O adiamento, portanto, ocorreu por decisão administrativa do próprio clube, e não por determinação judicial.
Confira a nota oficial do Santos
“Com o objetivo de evitar mudanças repentinas no prazo de inscrição para as eleições de dezembro, a Mesa do Conselho Deliberativo do Santos Futebol Clube, dentro de um espírito de transparência e em concordância com a atual gestão e os pré-candidatos à Presidência do Clube, decidiram adiar a Assembleia Geral para votação do Novo Estatuto, inicialmente marcada para este domingo, dia 8.
Após entendimento entre todas as partes, concluiu-se que, caso o novo texto fosse aprovado, não haveria tempo hábil para que os pré-candidatos registrassem suas chapas e apresentassem toda a documentação necessária dentro do prazo estabelecido.
A redação do Novo Estatuto prevê que o tempo limite de inscrição das chapas seria até o dia 12 de novembro. Diante desse cenário, a Mesa decidiu manter o prazo até o dia 22 de novembro, de forma a garantir condições iguais a todos os candidatos e evitar qualquer prejuízo às suas legítimas pretensões eleitorais.
Após a eleição, uma nova data para a realização da Assembleia Geral será definida e comunicada oportunamente.”
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Fonte: Gazeta Esportiva













