A estreia foi em 31 de janeiro de 2002, uma goleada fácil sobre uma frágil Bolívia, no Serra Dourada, com direito a gol. Exatos cinco meses depois, Kleberson acordou no Japão como pentacampeão do mundo, em uma trajetória raras vezes vista com a camisa da seleção brasileira. E que, na visão de quem a viveu, não deve se repetir agora em 2026.
Em entrevista exclusiva à ESPN, o ex-volante e hoje técnico em início de carreira relembrou o começo de história com a camisa da seleção e disse não ver alguém na atualidade que possa repetir os seus passos mais de 20 anos depois.
“Muito difícil de responder essa pergunta porque é uma época diferente, sabe? O que eu fiz em 2002 é muito difícil de alguém repetir. Se olhar para o elenco daquela seleção, tínhamos Ronaldinho, Ronaldo, Roberto Carlos, Rivaldo, Gilberto Silva. Só jogador top, enquanto eu era um jovem com muitos sonhos pela frente”, falou Kleberson.
Campeão brasileiro como camisa 10 do Athletico-PR em 2001, o volante foi convocado pela primeira vez em janeiro de 2002, por Luiz Felipe Scolari, que passou o primeiro semestre inteiro observando novos jogadores para fechar o elenco da seleção que jogaria a Copa no Japão e na Coreia do Sul.
Kleberson seguiu titular nos jogos seguintes, contra a Arábia Saudita e Islândia (quando marcou mais uma vez), até entrar definitivamente no grupo. Já como reserva, disputou os duelos com Iugoslávia e Portugal, os últimos compromissos antes da Copa, e garantiu seu espaço na lista de Felipão.
Apesar de iniciar a campanha na reserva de Juninho Paulista, Kleberson entrou no intervalo das oitavas de final contra a Bélgica para não sair mais e ajudar a seleção a conquistar seu quinto título mundial.
“Eu vim de um clube menor, o Athletico-PR, que nunca tinha tido um jogador histórico na Europa ou na seleção. Fui para a Copa e atuei em grande nível, o que é bem difícil de atingir”, falou o antigo camisa 15, cuja atuação na final contra a Alemanha é elogiada até hoje.
Passadas mais de duas décadas, candidatos não faltam. Para a atual Data Fifa, Carlo Ancelotti convocou seis novidades: os zagueiros Ibañez (Al Ahli) e Léo Pereira (Flamengo), o volante Danilo (Botafogo), o meia Gabriel Sara (Galatasaray) e os atacantes Igor Thiago (Brentford) e Rayan (Bournemouth).
Kleberson, porém, não enxerga alguém na mesma situação às vésperas da Copa, ainda que torça por um nome em especial.
“Talvez quem possa ter uma história semelhante à minha é Matheus Cunha. Ele já jogou na seleção, vem de uma temporada sólida no Manchester United, cada vez melhor. Talvez seja alguém que possa fazer grandes coisas pela seleção como eu fiz”, falou o pentacampeão, ansioso para ver como Ancelotti vai montar o ataque.
“Quero muito ver como ele vai montar o ataque. Gostaria de ver o Cunha, Vinicius Jr., se possível o Neymar. Raphinha tem jogado em um nível muito bom, então são muitos jogadores”.
O Brasil fecha a Data Fifa de março nesta terça-feira (31), no reencontro com a Croácia, em Orlando.
Próximos jogos da seleção:
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Croácia (N) – 31/03, 21h – Amistoso
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Panamá (N) – 31/05, horário indefinido – Amistoso
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Egito (N) – 06/06, horário indefinido – Amistoso










