Centenas de manifestantes reuniram-se em Milão, na véspera da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, para protestar contra a presença de agentes de imigração dos EUA (ICE) e as restrições impostas ao trânsito. O ato foi marcado por entoação de slogans, assobios e o acendimento de sinalizadores.
Razões dos Protestos Contra a ICE
A mobilização foi impulsionada pela informação sobre a presença de representantes da Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), alegadamente para proteger cidadãos americanos durante os Jogos. Essa medida gerou forte oposição, dada a atuação da agência na agressiva campanha de deportação do ex-presidente Donald Trump. Manifestantes empunhavam faixas como “ICE FORA” e “ICE deveria estar nas minhas bebidas, não na minha cidade”, além de pedirem o retorno de autoridades americanas, incluindo o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio.
Perspectiva dos Manifestantes
Katie Legare, uma manifestante de Minnesota atualmente estudando na Europa, destacou a relevância do protesto como uma oportunidade para expressar a discordância global com eventos ocorridos nos Estados Unidos, citando o assassinato de dois cidadãos por agentes da ICE em sua cidade natal. Legare enfatizou a necessidade de confrontar o “status quo” e manifestar-se contra o que considerava errado.
Respostas Oficiais e Contexto da Segurança
Tanto o governo italiano quanto o Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA contestaram as alegações dos manifestantes. As autoridades italianas afirmaram que a controvérsia era infundada, pois nenhum pessoal da ICE estaria nas ruas durante os Jogos; apenas agentes da Investigação de Segurança Interna trabalhariam em missões diplomáticas dos EUA. O Comitê Olímpico dos EUA, por sua vez, garantiu que nenhum agente da ICE estava fornecendo segurança à equipe americana.
Impacto na Cidade e Outras Reivindicações
A cerimônia de abertura dos Jogos, realizada na noite da sexta-feira, levou à implementação de medidas de segurança significativas. Autoridades italianas determinaram o fechamento de escolas no centro de Milão e bloquearam o acesso a algumas áreas para reforçar a segurança e aliviar o tráfego. Além das preocupações com a ICE, os manifestantes criticaram a realização das Olimpíadas, classificando-a como um desperdício de dinheiro e recursos frente à inacessibilidade de moradias e à escassez de espaços públicos. Também foram entoados slogans de crítica a Israel e apoio aos palestinos.












