Novato na seleção brasileira, Léo Pereira estreou com derrota para a França, em amistoso disputado na última quinta-feira (26) no Gillette Stadium. Mas, bem antes de ganhar uma chance com Carlo Ancelotti, ele viu um futuro companheiro profetizar sua chegada à equipe nacional.
Em dezembro, o zagueiro foi um dos jogadores do Flamengo a perder um pênalti na disputa contra o PSG, pela final da Copa Intercontinental. Ainda abatido, ele recebeu um afago de Marquinhos, que, ao que tudo indica, será seu parceiro de zaga nesta terça-feira (31), no amistoso entre Brasil e Croácia, em Orlando.
“Ele me surpreendeu e comentou: quem sabe a gente vai estar junto um dia na seleção”, revelou Léo Pereira, em entrevista exclusiva à ESPN no resort em que a seleção está hospedada na Flórida. “Ele comentou, e eu triste na hora, bem cabisbaixo, mas aconteceu agora [a seleção]. São palavras que guardei comigo. Um jogador com tantos anos de seleção, em alto nível, multicampeão”.
O camisa 4 do Flamengo deve continuar entre os titulares pois agradou o técnico Carlo Ancelotti, mas ainda guarda lembranças ruins da primeira partida pela seleção. Como defensor, Léo Pereira esteve envolvido nos lances dos dois gols da França, marcados por Kylian Mbappé e Hugo Ekitiké.
“São detalhes que te deixam muito perto da vitória ou da derrota. De repente um atacante igual o Mbappé teve uma oportunidade e fez. Essa letalidade faz com que jogadores assim sejam diferentes”, disse o zagueiro, que assistiu ao jogo na concentração e tirou lições para o futuro.
“Talvez precise de mais tranquilidade para sair jogando, de repente um movimento corporal. Teve coisas que olhei para trazer ao meu dia a dia para treinar e melhorar”.
Restam menos de dois meses para a convocação da Copa do Mundo, que será anunciada em 18 de maio, na sede da CBF. Léo Pereira, claro, sonha muito em estar presente, assim como outros jogadores do Flamengo. O assunto é discutido entre eles, sobretudo os que mais foram chamados na passagem de Ancelotti: Danilo, Alex Sandro e Lucas Paquetá.
“Não só com esses quatro (Paquetá, Alex Sandro e Danilo), mas outros também. Pedro que não está aqui, Léo (Ortiz). A gente sempre tenta buscar informações e estar alinhado ao que é pedido aqui. Temos vários companheiros que já estiveram na seleção, então procuramos entender como que cada um está batalhando por essas vagas. É um privilégio e momento único da carreira de cada jogador”.










