
Na última sexta-feira, o Corinthians bateu o Botafogo, por 3 a 1, no Estádio Nilton Santos. Essa foi a primeira vitória das Brabas, fora de casa, sob o comando de Emily Lima, que destacou alguns pontos do duelo após o apito final.
“Acho que ainda a gente está em um processo de evolução. A gente vê algumas falências em coisas que a gente vem tentando alinhar e ajustar. Um ponto positivo foi o setor defensivo, por mais que a gente tome um gol de transição. A gente estava com a bola e sofreu uma transição fatal do Botafogo e não podemos tirar o mérito delas. A gente vem observando que é um setor onde elas vêm entendendo, vêm se preocupando mais em entender. Eu acho que ter a bola é algo muito mais rápido e atrativo. Mas vem demorando um pouco mais para ter um time com mais mobilidade, que é o que a gente precisa e está buscando fazer com a equipe do Corinthians hoje”, contou à Central do Timão, em zona mista..
A técnica também comentou sobre a responsabilidade de assumir o Corinthians e garantiu que reconhece as altas expectativas para a temporada.
“Olha, a camisa do Corinthians não pesa, mas é a mais importante que a gente tem no país. Então é uma responsabilidade muito grande vestir essa camisa, de representar o Corinthians. Eu nunca falo que eu estou preparada, eu me preparo a cada dia, a gente sempre aprende a cada dia, a gente morre sem saber. Então, estar aberto para aprender é algo que me faz crescer a cada dia, cada trabalho é um trabalho diferente, cada trabalho tem objetivos diferentes. Vir para o Corinthians é saber que você precisa ganhar, é saber que você tem que competir, é saber que você tem que estar nas finais e ganhar as finais. Eu acho que o tempo de futebol faz com que você amadureça e entenda cada lugar e cada momento que você está. Estar no Corinthians hoje, para mim, é um privilégio muito grande e vou aproveitar essa oportunidade da melhor forma possível“, disse.
Emily discorreu sobre a situação da volante Paola García. Contratada no início desta temporada, a colombiana ainda não ganhou muitos minutos pelo Timão, mas a treinadora garantiu que ela ganhará oportunidades.
“Falar da Paola não é só a Paola em si. Tem muitas meninas que ainda não tiveram oportunidade, mas vão ter. O Corinthians tem um elenco de 32 jogadoras que é um absurdo. Eu tenho a difícil missão de trazer 20 para o jogo e colocar 11 para jogar. Então a gente está falando do nível Corinthians. A gente tem quatro competições ainda no ano e precisava se recuperar o mais rápido possível no Campeonato Brasileiro. A gente tentou buscar colocar atletas que dentro do treino se adaptaram muito rápido, dentro de uma nova metodologia. E a gente tem que apostar e acreditar no que a gente faz, mas todas vão ter oportunidade”, revelou.
Por fim, a comandante falou sobre a qualidade do elenco do Corinthians, que conta com muitas jogadoras de seleção. Apesar disso, ela apontou que todas possuem o mesmo nível de exigência e pode utilizar as atletas de maneiras diferentes no esquema do Corinthians.
“Olha, eu acho que não é só a seleção que faz a jogadora ou eu pensar se ela é ou não é (jogadora a nível de seleção). É um critério do treinador da Seleção que às vezes não é o mesmo critério que o nosso. Às vezes ele utiliza jogadoras com alguns critérios e a gente acredita que aqui ela possa fazer outras coisas. Então, a gente precisa focar em todas por igual, independente se ela está em seleção ou não, e tentar formar o melhor grupo possível para que a gente possa ir avançando, pouco a pouco, e ir retomando a confiança que o Corinthians sempre teve e trabalhar. O nosso lema aqui é muito trabalho para que a gente possa estar muito mais próximo do sucesso do que outra coisa“, concluiu.
Agora, as Brabas se preparam para entrar em campo na próxima sexta-feira, 3 de abril, contra o Red Bull Bragantino. A partida acontece às 21h, pela sexta rodada do Brasileirão Feminino, e ainda não possui local definido.









