
O técnico do Corinthians, Dorival Júnior, atendeu à imprensa em entrevista coletiva na Neo Química Arena, logo após o empate por 1 a 1 com o Flamengo diante de 41 mil torcedores, pela oitava rodada do Brasileirão.
Um dos temas abordados na entrevista disse respeito à dificuldade ofensiva apresentada pelo time recentemente. Dorival apontou uma eventual influência da ansiedade para explicar essa questão: “Pode estar, sim, atrelado a uma ansiedade que, às vezes, é natural. O engraçado é que nós temos posse de bola. Em todos os jogos, nós temos posse. Na maioria dessas partidas. E nem sempre nós queremos traduzir tudo isso. É natural que nós ficamos sem os nossos principais atacantes, os jogadores que são habituados ao gol. E nós estamos preparando uma geração aí que vem vindo”, ponderou o treinador, que completou o raciocínio explicando o incômodo ao enxergar a diferença entre treinamento e execução.
“Realmente isso nos incomoda. Porque nós temos um time que está em trabalhos de aproximação, de troca de passos, de rodagem de bola, mas nos falta uma agressividade e sermos um pouco mais agudos. Isso é o que mais nós batemos no dia a dia em treinamentos. É o que mais nós insistimos. É o que mais nós repetimos e ainda não estamos encontrando o sucesso que precisamos”, afirmou Dorival aos jornalistas.
As preocupações do treinador fazem sentido, na medida em que, atualmente, o Corinthians detém o segundo pior ataque do Brasileirão, com apenas sete gols marcados, empatado com o Internacional e à frente apenas do Red Bull Bragantino, que anotou um gol a menos.
Outro ponto questionado ao técnico alvinegro foram os pontos perdidos na Neo Química Arena. Dorival respondeu, dizendo que não tinha uma explicação, mas reconhecendo as dificuldades do Corinthians em casa sob seu comando. “É difícil explicar isso. É difícil explicar. Se eu tivesse os números, a receita para uma virada de chave rápida, ninguém mais do que a gente está buscando esse tipo de vitórias. Até porque o Corinthians sempre foi muito forte aqui dentro. Eu sempre enfrentei benefícios com várias equipes e sei as dificuldades que tive aqui dentro. Ganhei até várias partidas aqui dentro, mas tive muitas dificuldades, mesmo nas vitórias. Que é o que acontece hoje. As equipes não ganham com muita tranquilidade”, tentou ponderar o comandante.
Ele prosseguiu, elegendo a derrota contra o Coritiba como sua pior partida em casa e demonstrando esperança em uma melhora. “Nós tivemos um jogo muito abaixo e talvez tenha sido o pior jogo desde a minha chegada até aqui, também muito em razão da postura que o Coritiba teve ao longo da partida. (…) Nós queremos essa equipe vitoriosa rapidamente de volta. E eu tenho certeza que isso daí vai acontecer. Você fazer um jogo do nível que nós fizemos hoje novamente contra um Flamengo que com certeza vai brigar pelo título do Campeonato Brasileiro. Você sabe que não é para qualquer equipe fazer isso. E mais uma vez eu acho que nós demonstramos que nós temos capacidade que é superior talvez aos resultados que a gente esteja apresentando nesse momento. Eu ainda confio que nós vamos encontrar esse ponto de equilíbrio, eu não tenho dúvida disso”, garantiu o treinador, concluindo o pensamento.












