Há duas décadas, em 2006, uma agressão física na final da Copa do Mundo entrou para a história do futebol. O relógio marcava três minutos do segundo tempo da prorrogação entre Itália e França, no Estádio Olímpico de Berlim, quando Zinedine Zidane deu uma cabeçada no peito de Marco Materazzi. O francês foi expulso. A partida seguiu empatada por 1 a 1 e, nos pênaltis, o italianos levaram a melhor e foram campeões.
Em homenagem aos 20 anos do tetracampeonato mundial da Azzurra, a ESPN produziu o especial Parla Cannavaro, que vai ao ar às 22h (de Brasília) desta terça-feira (24) e já está disponível para os assinantes do plano premium do Disney+. Em conversa com Bruno Vicari, Leonardo Bertozzi e Gian Oddi, o capitão daquela seleção relembrou como a expulsão de Zidane marcou a decisão do Mundial.
“O episódio [da agressão] mudou um pouco a partida. Nós já estávamos cansados. Eles (franceses) sofreram um grande golpe, porque o melhor jogador tinha sido expulso. Eu gosto do Zidane. Penso que foi um dos craques da nossa geração, mas devemos dizer que ele cometeu um grande erro”, disse Fabio Cannavaro.
“Independentemente do que disse Marco [Materazzi], a reação não se justifica. Marco [Materazzi] contou o que havia acontecido e muitos de nós ficamos incrédulos. ‘Mas como é possível, de verdade, por tão pouco, quer dizer, sem nada, ele ter uma reação assim?’. Porém é necessário, mesmo depois de tantos anos, da parte dos dois, sempre acalmar os ânimos, para que as coisas que aconteceram em campo terminem em campo”, completou.
Materazzi já revelou publicamente o que falou a Zidane. O momento aconteceu após uma disputa de bola. “Ele [Zidane] disse: ‘Eu lhe darei minha camisa mais tarde’. E respondi que preferia a irmã dele”, disse o ex-zagueiro. Aquela partida foi a última da carreira do francês, que já havia anunciado que se aposentaria após a Copa do Mundo.
Os dois não ficaram marcados na decisão apenas pelo episódio da cabeçada. O gol que abriu o placar para a França, aos seis minutos do primeiro tempo, foi feito por Zidane, em cobrança de pênalti cometido por Materazzi. O ex-zagueiro se redimiu pouco depois, aos 18 minutos, de cabeça.
O placar de 1 a 1 não mudou até o fim. Na decisão por penalidades, Materazzi ainda converteu sua cobrança.
“Fiquei contente por Materazzi, porque ele sempre foi visto como um zagueiro duro, violento, um zagueiro que não agradava. Para mim, que o conheço bem, seu valor humano, o fato de dividir as partidas com ele e levantar o troféu ao lado dele foi importante”, pontuou Cannavaro.
O título coroou toda aquela geração da Itália. Naquele mesmo ano, Fabio Cannavaro foi eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa e ainda recebeu a Bola de Ouro da revista France Football.
Vinte anos depois, o ex-zagueiro de 52 anos vai torcer para a Itália estar na próxima Copa do Mundo, para isto, a Azurra precisa desbancar a Irlanda do Norte nos playoffs, e o jogo de ida será nesta quinta-feira (26), às 16h45 (de Brasília), com transmissão ao vivo pela ESPN no plano premium do Disney+, além de acompanhamento em tempo real no ESPN.com.br.












