Vamos em busca do hexa. O hexa vem aí. Chegou a hora. Estou aqui para trazer o hexa.
Essas frases infantis são repetidas sem parar por Ancelotti, sua comissão e até pela CBF na voz de seu novo presidente. Um discurso de chave vazia, motivacional no sentido dos piores coaches de auto-ajuda. O hexa deveria ser resultado de um trabalho de longo prazo que visasse devolver à seleção alguma personalidade em campo. Deveria ser o resultado da busca por uma filosofia de jogo, por nos reconhecermos culturalmente em campo. O hexa pelo hexa, para resumir bastante, não vem. Mirar no hexa é acertar no fracasso.
As frases que envolvem o hexa são repetidas entre sorrisos fartos, como se tudo estivesse bem. França, Espanha e Argentina dizerem que vão atrás da taça é coerente com o que vemos em campo. Mas o Brasil deveria tomar uma lição de humildade, que falta a essa camisa amarela sequestrada pelos piores interesses, e olhar o espelho. Não jogamos bola há muitos anos. A geração Neymar é, gostem ou não, um fracasso enquanto seleção nacional. Perdemos nossa identidade, perdemos o respeito por nós mesmos e abrimos mão do respeito que o mundo tinha por essa camisa. Hoje, qualquer seleção do mundo sabe que pode ganhar da nossa. Vivemos de exigir respeito histórico esquecendo que respeito a gente não exige, a gente apenas recebe (ou não).
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