
O Corinthians foi derrotado no Maracanã pelo Fluminense por 3 a 1 na última quarta-feira, em duelo válido pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. Na zona mista após a partida, o meio-campista Rodrigo Garro analisou a partida e ressaltou a necessidade urgente de melhora no desempenho da equipe.
“A gente não conseguiu em nenhum momento executar o que treinamos. Depois, no segundo tempo, melhoramos um pouco mesmo com um jogador a menos, mas em nenhum momento fomos o Corinthians que a gente espera, muito menos o que o torcedor espera. Temos que colocar a cabeça no trabalho, pés no chão, ter humildade para saber escutar e corrigir, mas tem que ser o mais rápido possível. Temos o Brasileirão aí, queremos brigar lá na frente e não estamos conseguindo somar os três pontos. Isso me incomoda muito, fico muito chateado. O objetivo é continuar presente, ser protagonista no Brasileirão e também tem a Libertadores, que é um sonho”, disse o meia.
Rodrigo Garro foi o capitão da equipe e começou como titular no meio de campo, ao lado de André Luiz, Charles, Allan e Breno Bidon. Apesar de bastante solicitada por alguns torcedores, a dupla com o camisa 7 não encaixou nesta partida e, na visão do argentino, ambos podem melhorar em termos de desempenho.
“Hoje o Breno jogou um pouco mais aberto. O jogo de hoje não é uma análise boa, jogamos muito abaixo do que podemos, não sei se dá para fazer uma análise fria. Podemos ser melhores. Posso falar por mim, dá para jogar melhor do que fizemos hoje, sem dúvidas”, disse Garro.
No término da partida, a Fiel Torcida protestou nas arquibancadas contra o desempenho fraco apresentado, com gritos como “pu** que saudade, quando o Corinthians jogava com vontade” e “bando de cuz**, tem que ser homem pra jogar no Coringão”. Na opinião de Garro, os protestos são justos, já que a equipe não está conseguindo dar uma resposta em campo.
“Vou falar por mim e pelo grupo. Quando se veste essa camisa, você sonha em brigar por tudo, seja Brasileirão, Paulista, Libertadores, Copa do Brasil. Não tem que escolher. Faltam muitos jogos no Brasileirão, já demonstramos do que somos capazes. Estamos num momento difícil, mas temos que nos abraçar. Compreendo o protesto da torcida, por não estarmos conseguindo dar uma resposta. Estamos nos cobrando muito. Não adianta falar, é receber a crítica para crescer e ser melhor, não desconfio dos meus companheiros. Não é momento de alguma desconfiança, sabemos o que conquistamos e temos que levar o Corinthians para cima”, disse o meia.
O camisa 8 do Timão ainda minimizou as críticas focadas no técnico Dorival Júnior e acredita que a responsabilidade do momento de baixa vivido pelo Corinthians se estende a toda a equipe. O treinador também foi alvo de protestos vindos da arquibancada na última quarta-feira, com gritos como “Dorival, presta atenção, muito respeito com a camisa do Timão”.
“O professor, entendo a postura como líder, mas é um pouco injusto culpá-lo nesse momento, seja ele ou o grupo. Temos que nos abraçar. É muito fácil dar a responsabilidade para o treinador ou algum jogador. É muito fácil tirar a responsabilidade para alguém. Entendo que a cobrança é grande pela camisa e pelo time que estamos jogando. Sabemos as emoções que carregamos. Agora é momento de trabalhar mais ainda e domingo dar uma resposta”, completou o capitão corinthiano contra o Fluminense.
O Corinthians chegou à sua oitava partida seguida sem vencer em 2026. A última vitória foi contra o Athletico Paranaense, pela terceira rodada do Brasileirão, com gol do próprio Garro. Desde então, o Timão empatou com Portuguesa, Cruzeiro, Santos, Chapecoense e Flamengo, e perdeu para Novorizontino, Coritiba e Fluminense.
Agora, a equipe de Rodrigo Garro e Dorival Júnior se prepara para receber o Internacional no próximo domingo, pela décima rodada do Brasileirão, e tentar colocar um fim nessa sequência indigesta.











