Sem levar em conta a tradição, o Brasil vai para a Copa do Mundo daqui três meses fora do rol de favoritos. Mas quem conhece um pouco da geração que Carlo Ancelotti tem em mãos é confiante o bastante para apostar que a seleção tem, sim, condições de voltar dos Estados Unidos com o hexa.
Em entrevista exclusiva à ESPN, André Jardine avaliou a equipe com expectativa bem alta. Hoje no América do México, o técnico liderou o Brasil rumo à medalha de ouro olímpica nos Jogos de Tóquio, em 2021. No elenco, nomes como Bruno Guimarães, Matheus Cunha e Gabriel Martinelli, que certamente estarão ao lado de Ancelotti na Copa.
Para Jardine, o trabalho construído nas categorias de base da CBF enquanto ele dirigia o time sub-23, e antes a equipe sub-20, oferece esperança de sucesso e do fim de um jejum de 24 anos sem ganhar o torneio mais importante do mundo de seleções.
“A gente [durante trabalho na CBF] tinha justamente essa Copa como principal alvo, de preparar essas gerações para trazer o Brasil para o nível mais alto do futebol mundial. Ancelotti tem uma geração muito boa na mão. Talvez não de grandes craques como em outros momentos, mas é uma geração que sabe trabalhar como equipe, que é dedicada e tem muito talento”, afirmou Jardine.
“Como acredito muito no trabalho em equipe, o Brasil está indo para a Copa com bastante chance de título. Sou um entusiasta dessa geração, acredito que eles muito bem dirigidos, e não tem como ter uma referência maior que o Ancelotti. Confesso que me gera uma expectativa muito grande. Um grande treinador de reconhecimento mundial e uma grande geração que sabe trabalhar junta, que tem um ouro olímpico sobre a Espanha. Sou um otimista”.
Uma geração que tem futuro e que ainda carrega a possibilidade de contar com Neymar. Em preparação no Santos para tentar disputar novamente uma Copa, como em 2014, 2018 e 2022, o astro foi defendido por Jardine, embora o técnico admita que aquele jogador que tanta diferença fez no passado talvez não exista mais.
“Torço muito para que ele consiga atingir um nível alto. A gente sabe que o que ele jogou, talvez nunca mais consiga atingir. Aquele nível no Barcelona, ele era top 3 mundial, só atrás do Messi e do Cristiano Ronaldo, talvez até no mesmo nível”, destacou o treinador do América.
“Mas ele em forma e focado, sem dúvida vai ajudar a seleção a ter um jogador a mais desequilibrante, que entende que futebol é jogado como equipe e vai dar sua parcela de contribuição para o Brasil ter a seleção mais forte possível e nos devolver a soberania do futebol mundial”.
Próximos jogos da seleção:
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Croácia (N) – 31/03, 21h – Amistoso
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Panamá (N) – 31/05, horário indefinido – Amistoso
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Egito (N) – 06/06, horário indefinido – Amistoso












