
A base do Corinthians passou por diversas reformulações nas comissões técnicas para 2026. Entre elas, está Douglas Pilar, que vai comandar o Sub-16 do Timãozinho em sua primeira experiência no Parque São Jorge.
Em entrevista à Corinthians TV, o profissional contou sobre a trajetória no esporte. Douglas relembrou o sonho em se tornar o que tentam ser os atuais comandados, mas destacou que o foco deveria mudar para o trabalho extracampo.
“Eu sempre fui apaixonado por futebol, desde jogar, mas também muito de acompanhar e de assistir. Eu costumo falar que o futebol pode ser muita coisa, para alguns é uma área da ciência, para outros é uma arte, e para mim sempre foi e sempre vai ser uma paixão. Eu tentei ser jogador, acho que até os 15 anos de idade, mas nunca consegui atingir o nível de categoria de base”, iniciou o técnico.
Aos 18 anos, decidiu cursar Educação Física para trilhar o caminho no futebol, iniciando os trabalhos em escolinhas e com estágio no Audax. Os destaques vieram com o Ska Brasil, onde foi vice-campeão do Paulista Sub-17, em 2022, e o título da mesma competição três anos depois com o Sfera. O comandante comentou sobre o processo de formação e as mudanças no futebol brasileiro.
“Tem um aspecto que eu percebo nesses anos, acredito que é o mental, de quem consegue atingir um nível profissional de Série A, de nível de Europa. Os atletas que conseguem atingir altos níveis são dotados de muito compromisso, disciplina e dedicação. Cada vez mais, os atletas chegam com um nível de entendimento e conhecimento do jogo maior e mais estruturado. Cada vez mais questionadores, no bom sentido, procurando entender os motivos do porquê que eles estão fazendo determinado tipo de treino ou jogando de determinada forma. Cada vez mais, o nível cognitivo vem se elevando para dentro das quatro linhas.”
“Ser jogador de futebol, principalmente no Brasil, onde o futebol faz parte da cultura, é uma paixão. Além de ser um país de mais de 200 milhões de habitantes, é muito difícil atingir um nível desses. O mais importante é você dar o seu 100%, porque, independente se você virar jogador ou não, tem várias coisas que o ambiente de uma categoria de base te ensina. Seja no mercado de trabalho, seja na tua vida pessoal ou familiar. Essa autorresponsabilidade de você procurar desenvolver as tuas capacidades, de você procurar dedicar grande parte do tempo do teu dia ao teu sonho”, completou.
Douglas comentou sobre a responsabilidade não apenas com as partes técnicas e táticas em uma equipe de futebol, mas também pelo lado humano, sobretudo pela gestão de elenco. O treinador estará à frente de uma categoria que serve como preparação para o Sub-17, que disputa os principais torneios para a idade.
“O treinador, naturalmente, tem um poder e uma responsabilidade muito grandes, porque, através de conversas, das palavras, do trabalho, pode influenciar muito uma geração. Acredito que o papel do treinador, além de passar todos os conteúdos técnicos e táticos, é muito pautado em cima de entender o atleta. Entender as diferentes realidades, entender que existem critérios que tem que ser para todos, procurar ser o mais justo possível, mas ao mesmo tempo entender que cada um responde de uma maneira diferente”, destacou Douglas.
Anunciado em dezembro do ano passado, Douglas tem liderado a equipe nas primeiras partidas da Paulista Cup, nas quais o Corinthians tem atuado na categoria Sub-17 com o elenco Sub-16. O treinador elogiou a recepção nos primeiros meses de Parque São Jorge e projetou o que o torcedor pode esperar no âmbito competitivo.
“Eu fui muito bem recebido. Os profissionais, além de serem muito capacitados, o que consequentemente vai agregando no nosso dia a dia com muito conhecimento, assim como a estrutura que oferece totais condições para a gente poder desenvolver o nosso trabalho da melhor forma. Torcedor espera muita entrega, muita raça, muita vontade. Isso faz parte do DNA do corinthiano. Pode esperar muito trabalho e muita entrega. O grupo se mostra muito envolvido, muito disposto a aprender e a desenvolver os conteúdos técnico-táticos. A nossa principal função é trabalhar esses atletas para que eles possam cada vez mais ir subindo de categoria, oferecer todo o suporte necessário para o Sub-17, consequentemente para o Sub-20 e profissional. A torcida pode esperar muito trabalho da nossa parte”, finalizou.












