
Depois da saída de Lucas Piccinato no comando técnico do Corinthians, a equipe ganhou um novo rumo com a chegada de Emily Lima, que busca fazer as Brabas voltarem ao caminho de glórias.
A treinadora comentou a possibilidade de a Fifa estabelecer uma exigência de ter duas mulheres nas comissões técnicas do futebol feminino. A comandante destacou a importância de ampliar o debate sobre espaço e oportunidades no esporte, defendendo que a avaliação dos profissionais deve ser baseada na competência, e não em critérios de gênero.
“Sou a favor de a Fifa olhar com mais atenção para o futebol. Mas por que não ter esse espaço também no futebol masculino? No feminino é mais fácil impor essa regra, embora eu não veja necessidade de obrigatoriedade, em outros esportes isso não acontece. O ideal é avaliar pela capacidade, independentemente de ser homem ou mulher”, iniciou em entrevista exclusiva ao Meu Timão.
Ainda assim, reconheceu que uma eventual obrigatoriedade pode contribuir para abrir portas e gerar mais visibilidade para mulheres na área.
“Se houver a exigência de ao menos uma mulher na comissão técnica do futebol feminino, isso pode abrir portas para mostrarmos que somos tão capazes quanto qualquer profissional. Muita gente vê isso como algo positivo, porque amplia o mercado, mas eu penso além: quero trabalhar no futebol masculino e, quem sabe, comandar uma equipe. Não pela questão de gênero, mas para entender essa diferença que, na prática, não vejo. As licenças são as mesmas para todos. De qualquer forma, se a regra vier, será importante para gerar mais oportunidades para as mulheres”, acrescentou.
Além disso, Emily também projetou o impacto da Copa do Mundo de 2027, que será realizada no Brasil. A comandante alvinegra demonstrou otimismo com o legado que o torneio pode deixar, especialmente no desenvolvimento do futebol feminino no país.
“Acredito que a Copa trará muitos benefícios ao futebol feminino brasileiro. Espero que clubes, federações e a própria CBF saibam aproveitar esse momento. Foram anos de trabalho até chegarmos a esse ponto de sediar um Mundial, e isso pode representar um grande salto no desenvolvimento da modalidade“, ressaltou Emily.
A comandante comentou que o evento representa uma oportunidade única de crescimento estrutural e de maior valorização da modalidade, tanto ao nível de Seleção quanto de clubes.
“Não acredito que apenas uma boa campanha da Seleção seja suficiente, mas, sem dúvida, ajuda. A Copa, como um todo, tem potencial para impulsionar o crescimento que buscamos. Nossa expectativa com a Seleção é sempre positiva, e o desempenho delas também influencia o avanço dos clubes e das federações“, comentou.
“É um momento único, que precisa ser bem aproveitado. Para as jogadoras, é uma oportunidade rara, algo que pode demorar décadas para acontecer novamente. Que façam o melhor possível em campo, e que nós, como torcedores, possamos aproveitar e acompanhar de perto esse cenário”, concluiu.
Ainda como informou o Meu Timão nas últimas semanas, a Neo Química Arena pode ser o palco da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo que será realizada no Brasil, abrindo o torneio de nível mundial.












