O Corinthians se prepara para enfrentar o São Paulo nesta quarta-feira (4), às 21h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na véspera do Majestoso, o atacante Yuri Alberto participou de uma entrevista coletiva ao lado do técnico Clarence Seedorf e de Memphis Depay, na qual abordou as dificuldades enfrentadas ao longo da temporada, a sequência de lesões, a queda de rendimento da equipe e a importância do clássico para a recuperação alvinegra na reta final da competição.
Durante a entrevista, Yuri Alberto relembrou os problemas físicos que o afastaram dos gramados por aproximadamente dois meses. O camisa 9 reconheceu que viveu uma das temporadas em que mais precisou ficar fora de ação e explicou que chegou a apresentar um novo desconforto muscular quando acreditava estar próximo de retornar. O atacante também agradeceu aos profissionais responsáveis por sua recuperação, aos companheiros e à torcida pelo apoio recebido.

“Sim, foi um ano muito atípico. Foi um dos anos em que fiquei mais tempo fora, sem poder ajudar meus companheiros. Mas acho que, juntos, estamos construindo um momento para que possamos estar unidos, principalmente nas situações em que, como atletas e jogadores de futebol, não gostamos de ficar muito tempo afastados.Principalmente nesse meu último período fora, foi um momento muito difícil, em que eu gostaria de estar jogando para ajudar meus companheiros, mas não pude. Nesse intervalo, também houve um momento em que achei que já estava apto a participar. No meu segundo ou terceiro treino, acabei sentindo um desconforto e tive que ficar mais umas duas semanas para me recuperar novamente, para cicatrizar aquela lesão que havia ocorrido no músculo.
Graças a Deus, pude voltar a estar junto dos meus companheiros, que sempre confiaram em mim, e da torcida, que também confia em mim. O Memphis é um jogador com quem gosto muito de dividir o campo. Desde 2024, tivemos momentos lindos e especiais juntos. Nessa recuperação, também agradeço muito ao departamento médico e ao meu fisiologista, particularmente, que me ajudou bastante, porque foram dois meses difíceis longe dos gramados. Poder voltar e, agora, no meu terceiro ou quarto jogo, estar conseguindo chegar novamente aos 100% me deixa muito feliz e contente. Para coroar esse retorno, graças a Deus, e por poder estar 100% também, a vitória no jogo anterior foi muito importante para mim. Fiquei muito feliz”, declarou.
O atacante também foi questionado sobre a queda de rendimento do Corinthians após a pausa no calendário para a Copa do Mundo. Segundo Yuri, a equipe apresentava uma evolução sob o comando de Fernando Diniz, mas perdeu consistência depois do retorno das competições. Ele reconheceu a dificuldade de identificar uma causa específica para a mudança e destacou a confiança no trabalho desenvolvido por Clarence Seedorf desde sua chegada ao clube.
“Porque, antes da pausa da Copa, a gente estava muito bem, estava tudo encaixado. Com a chegada do Diniz, conseguimos evoluir bastante, com grandes vitórias fora e dentro de casa. E, após a pausa, parece que as coisas mudaram de uma forma muito rápida. Infelizmente, também no terceiro jogo após a Data Fifa, eu já me machuquei. A gente tinha voltado muito bem, fizemos uma boa estreia em casa, não foi? Na volta contra o… contra o Remo, sim. Foi um jogo bastante positivo para nós, e as coisas começaram a mudar muito rápido. É difícil encontrar explicações para isso, mas acho que agora temos que procurar soluções.
Graças a Deus, o Seedorf, nessas duas semanas em que estamos juntos, me passou muita confiança. Não só para mim, mas para todo o grupo também. Sabemos que precisamos arrumar e ajustar uma coisa de cada vez, e ele tem feito isso. Ele tem toda a nossa confiança para que possamos mudar. O último jogo já foi um passo muito grande. Infelizmente, no penúltimo, tivemos quase um empate ali, mas essa vitória nos deu muita vida e energia para que amanhã, se Deus quiser, com muita força, energia, garra e entrega, possamos conquistar mais pontos importantes para nós”, afirmou.
Ao falar especificamente sobre Seedorf, Yuri Alberto elogiou a postura do treinador holandês e a confiança recebida desde os primeiros treinamentos. O centroavante destacou sua disposição para se adaptar às exigências das diferentes comissões técnicas e reforçou o comprometimento com o Corinthians, especialmente diante das dificuldades enfrentadas pelo clube no Campeonato Brasileiro.
“É uma honra muito grande. Desde que ele chegou, já me passou uma confiança muito grande nos nossos primeiros treinos. E, como você disse, toda vez que tem essa troca de técnico, surge aquela dúvida: ‘Será que o Yuri vai conseguir jogar com esse cara ou não?’. Sempre. E o incrível é que eu estou sempre fora, os irmãozinhos estão sempre fora, mas, graças a Deus, acho que tenho esse esforço, essa vontade de sempre querer aprender com todos os treinadores que chegam. Eu sou o cara que, se falarem: ‘Yuri, corre ali e bate a cabeça na parede’, eu vou correr e bater a cabeça na parede, irmão. Então fico muito feliz com a confiança que não só ele, mas todos os caras que passaram por aqui me deram. Eles sempre me passaram uma confiança muito grande e sabem o que o Corinthians representa.
Eu quase represento o que é um torcedor, porque não abandono nunca, não paro nunca. Principalmente neste momento difícil do clube, estou muito feliz por poder voltar. Vamos estar juntos até o final e, se Deus quiser, vamos sair dessa juntos. Vou continuar me entregando ao máximo, sempre”, declarou. Com o clássico diante do São Paulo se aproximando, Yuri Alberto também comentou a expectativa de atuar na Vila Belmiro, estádio pelo qual possui carinho em razão de sua passagem pelo Santos. O atacante ressaltou que a rivalidade permanece independentemente do local da partida e destacou a importância de conquistar os três pontos. Além disso, mencionou seu histórico de gols em clássicos e a possibilidade de voltar a atuar ao lado de Memphis Depay.
“É um lugar pelo qual tenho um carinho muito grande, mas sabemos que clássico pode ser no campo que for. É um clássico, vai ser uma guerra. Vamos muito confiantes e firmes para que possamos conquistar esses três pontos. Como você falou, ser artilheiro em clássicos é um detalhe muito importante, que me passa ainda mais confiança e, querendo ou não, pode causar até um desconforto e uma atenção maior da defesa adversária.
Poder jogar uma partida grande como essa, com o Memphis participando de grande parte do jogo, vai ser muito importante para mim também, porque gosto muito de jogar ao lado dele. Como falaram aqui, meus principais momentos na temporada foram quando ele estava jogando. Então fico muito feliz e ansioso por poder jogar com ele novamente. Amanhã, sendo um grande clássico, vai ser especial também”, destacou.
Outro assunto abordado pelo centroavante foi a responsabilidade atribuída a ele na produção ofensiva do Corinthians. Yuri revelou ter ficado incomodado com comentários sobre uma possível dependência da equipe em relação ao seu desempenho e defendeu a qualidade dos demais atacantes do elenco, citando Guilherme Negão e Pedro Raul. O jogador também avaliou sua contribuição para a movimentação ofensiva e para a pressão exercida sobre a saída de bola dos adversários.
“Não digo que é uma carga, mas, quando começaram esses boatos, fiquei bastante triste, porque sei do potencial de cada companheiro meu. Sei que temos jogadores com características parecidas com as minhas, como o Guilherme Negão e o Pedro Raul, que também é um atacante muito bom. Infelizmente, as coisas acabaram não acontecendo, e a produtividade foi caindo.
Nos meus primeiros três jogos, quando voltei, foram partidas difíceis também, querendo ou não, pelos acontecimentos dos últimos jogos. Já estávamos em uma queda de rendimento. Só que fiquei muito feliz porque, no meu retorno contra o Inter, tivemos os nossos melhores 90 minutos desde o jogo contra o Remo. Infelizmente, não saímos com a vitória naquela partida, e isso me deixou muito triste. Mas sei que posso contribuir muito com meus companheiros. Sei que minhas características ajudam bastante, não só a linha defensiva, mas também o meio-campo, porque dou muitas opções para o Carrillo. Defensivamente, sou o primeiro homem da pressão e posso ajudar bastante junto com o Memphis e com o Carrillo, que também está nos ajudando muito.
O Carrillo não tinha essa característica de ser um cara que pressiona tanto e mudou essa chave também. Está pressionando muito junto comigo ali. Querendo ou não, isso já causa um desconforto para a linha defensiva adversária quando estamos jogando. Então, poder continuar com essa energia é muito importante. Nesse último jogo, isso já mudou. Não fiz gol na partida passada, mas participei de quase todas as jogadas. Poder aumentar ainda mais esse nível de produtividade nesses últimos cinco jogos vai ser muito importante para nós, para que possamos melhorar esses números novamente e continuar marcando gols.
O Bidu, que é o nosso novo ponta, está fazendo bastante gols. Então é isso que eu falo: quando jogo com o Memphis, gosto de dividir a responsabilidade dentro de campo com ele, porque a atenção não fica só em mim. O Bidu e os outros que estão jogando estão sendo inteligentes e aproveitando essas oportunidades. Quando estou jogando, chamo muita atenção dos zagueiros dentro da área, e eles estão conseguindo aproveitar bem essas situações para fazer gols. Espero que possamos continuar dessa forma”, completou.
A entrevista coletiva aconteceu em um momento decisivo para o Corinthians, que busca melhorar sua posição na tabela do Campeonato Brasileiro. A equipe comandada por Clarence Seedorf chega ao Majestoso após vencer o Mirassol por 2 x 0, na Neo Química Arena, resultado que trouxe confiança ao elenco para a sequência da competição.
Agora, o Timão terá pela frente o São Paulo, nesta quarta-feira (4), às 21h30, na Vila Belmiro, pela 34ª rodada do Brasileirão. Com cinco partidas restantes na competição, o Corinthians tenta dar continuidade à recuperação e somar pontos importantes para se afastar da zona de rebaixamento, contando com o retorno de Yuri Alberto e a parceria ofensiva com Memphis Depay.
Fonte: Central do Timão












