
Neste domingo, o Corinthians foi derrotado para o Botafogo, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, por 3 a 1, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Esse foi o pior jogo do sistema defensivo com Fernando Diniz, que tomou três gols pela primeira vez no comando do Timão. O treinador contou ter sido surpreendido pela formação do Botafogo, diferente da usual, e atribuiu os dois primeiros tentos a falhas da defesa do Timão.
“O Botafogo veio com uma formação muito modificada, a gente não esperava. Mudaram praticamente cinco jogadores que vinham jogando sistematicamente como titulares. Mas ao perceber que colocaram dois centroavantes, a gente já estava esperando esse jogo de bola mais longa. A gente teve uma falha bem evitável ali. O primeiro gol foi uma bola longa, algo que eles iam fazer jogando com dois atacantes. A gente demorou para retornar, pegar a segunda bola e evitar o chute. Aí ele teve felicidade e fizeram o gol. E no segundo gol, a gente tomou uma transição em que deveria ter feito a falta, e o cara acertou um chute de muito longe com rara felicidade“, analisou na entrevista coletiva após a partida.
A jogada do primeiro gol do Botafogo começou com um lançamento do campo de defesa para o ataque. Gustavo Henrique afastou de cabeça, mas sofreu uma queda. Arthur Cabral estava completamente desmarcado e recuperou a bola, chutando da meia lua para abrir o placar.
O Corinthians rapidamente chegou ao gol de empate após bobeada da defesa adversária. Raniele fez boa pressão na saída de bola do Botafogo e roubou a posse. Jesse Lingard aproveitou a sobra e tocou para Rodrigo Garro, que chutou de primeira para o fundo do gol.
Ainda no primeiro tempo, o Botafogo armou um ataque com quatro jogadores contra sete de linha do Timão. Mesmo com a defesa melhor postada desta vez, a equipe de Fernando Diniz observou Arthur Cabral receber próximo ao círculo central e encher uma bomba no canto do gol de Hugo Souza.
“No segundo tempo, a gente voltou bem melhor do que o Botafogo, na minha opinião, até tomar o terceiro gol. A gente teve bola na trave no primeiro tempo para empatar, teve o gol anulado de jogada ensaiada. E quando a gente voltou para o segundo tempo, a gente estava produzindo. Um pouquinho antes deles fazerem o gol, a gente teve uma chance clara para marcar. E estava muito mais para a gente empatar do que eles fazerem o terceiro gol”, opinou.
O Corinthians voltou com bastante volume para o segundo tempo, mas, novamente, pecou na eficácia. Foram 14 finalizações só na etapa final e nenhuma em direção ao gol, segundo o Sofascore. Aos 30 minutos, o goleiro Neto repôs a bola no ataque para a disputa entre André Ramalho e Villalba. O zagueiro alvinegro foi desarmado e Arthur Cabral marcou pela terceira vez.
“No chutão para frente do goleiro, a gente tomou o gol e aí o time deu uma esmorecida que não devia. Com as trocas, a gente tentou, lutou até o final, ficou um pouco mais exposto e cedemos alguns contra-ataques. O sistema defensivo, de maneira geral, não cedeu muita coisa para o Botafogo, principalmente até o terceiro gol. Foi bem até tomar o terceiro gol, depois a gente ficou exposto, acabou jogando com um pouco de pressa e um pouco descompactado. O time também tinha que se lançar mais à frente para tentar alguma coisa e acabou cedendo alguns contra-ataques”, completou.
Durante os 90 minutos, o Botafogo conseguiu cinco finalizações contra a meta de Hugo Souza: os três gols e outras duas que ocorreram depois do terceiro tento, quando o time estava mais exposto.
Pouco depois do último gol sofrido, Fernando Diniz tirou Rodrigo Garro e colocou Pedro Raul em campo para explorar as bolas aéreas. Com a troca, Gui Negão terminou sua quarta partida no banco de reservas desde que retornou à equipe. O atacante se lesionou no final de março, em um treino pela Seleção Sub-20, e voltou a ser relacionado contra o Mirassol, no começo de maio. Para Diniz, a condição física do atleta ainda exige uma cautela maior para sua entrada em campo.
“O Gui Negão voltou recentemente do departamento médico. Era um jogo que a intenção ali era ter o Yuri e o Pedro Raul, jogador mais de presença de área, porque a gente depois acabou cruzando mais bolas na área. Eles baixaram muito as linhas, ficaram de contra-ataque. Então, a presença do Pedro Raul era uma possibilidade para nós maior para conseguir fazer o segundo e depois, consequentemente, ir atrás do empate”, disse.
Com a derrota sofrendo três gols combinada com o empate do Grêmio contra o Bahia, o Corinthians foi ultrapassado pela equipe gaúcha e pelo Santos, e retornou à zona de rebaixamento. O Timão está em 17º lugar, com 18 pontos conquistados. Fernando Diniz se mostrou bastante incomodado com a situação de sua equipe na tabela e disse que foi a primeira coisa que quis saber com o apito final.
“O incômodo é muito grande, o rebaixamento. A primeira coisa que eu queria saber na hora que terminou o jogo foi se a gente tinha entrado na zona. É uma situação horrorosa, terrível, que a gente não pode permitir mais ao Corinthians ficar nessa situação. É uma coisa muito desgostosa, muito ruim mesmo, pesa muito. A gente tem uma obrigação de fazer de tudo o que a gente tem que fazer para a gente não sair dessa zona e não voltar mais”, finalizou.
O Corinthians terá mais duas oportunidades de deixar a zona da degola antes da pausa para a Copa do Mundo, em junho. O Timão receberá o Atlético-MG no próximo domingo e irá à Porto Alegre na semana seguinte para enfrentar o Grêmio, no sábado, dia 30 de maio.














